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Céu, Sol, Sul Terra E Cor


Eu quero andar nas coxilhas sentindo as flexilhas das ervas do chão

Ter os pés roseteados de campo ficar mais trigueiro que o sol de verão

Fazer versos cantando as belezas desta natureza sem par
E mostrar para quem quiser ver um lugar pra viver sem chorar

É o meu rio grande do sul
Céu, sol, sul, terra e cor
Onde tudo que se planta cresce
E o que mais floresce é o amor

Eu quero me banhar nas fontes e olhar o horizonte com deus
E sentir que as cantigas nativas continuam vivas para os filhos meus

Ver os campos florindo e crianças sorrindo felizes a cantar
E mostrar para quem quiser ver um lugar pra viver sem chorar


É o meu rio grande do sul
Céu, sol, sul, terra e cor
Onde tudo que se planta cresce
E o que mais floresce é o amor

Eu quero me banhar nas fontes e olhar o horizonte com Deus
E sentir que as cantigas nativas continuam vivas para os filhos meus

Ver os campos florindo e crianças sorrindo felizes a cantar
E mostrar para quem quiser ver um lugar pra viver sem chorar

É o meu rio grande do sul
Céu, sol, sul, terra e cor
Onde tudo que se planta cresce
E o que mais floresce é o amor

Cair da tarde nos verdes pampas...



Gaúcho - história



Chama-se Gaúcho às pessoas das regiões de campos do vale do Rio da Prata, ligadas à pecuária. Essa região, também conhecida como Pampa, foi colonizada por espanhóis e portugueses, que trouxeram escravos negros. O Gaúcho tem em sua origem, portanto, descendentes desses povos, mais a miscigenação com índios, nativos da região.
As características particulares ao seu modo de vida construíram um meio de vida único, adaptado ao trabalho pecuário, com técnicas que formam uma cultura própria.
O termo “Gaúcho” já foi usado, por motivos políticos, como termo depreciativo dos Habitantes do Rio Grande do Sul, na época do Império, e foi adotado pelo povo do sul como símbolo dos valores culturais da região. A influência do nativismo argentino, no final do século XIX expressa, também, a construção de um mito fundador da cultura da região.
Os gaúchos são conhecidos como exímios cavaleiros e é quase impossível associarmos a imagem de um gaúcho sem a unirmos a do Cavalo Crioulo uma cruza entre o crioulo-chileno e a raça cardal (raça nativa do RS). O cavalo do gaúcho "era tudo o que ele possuía neste mundo". Durante as guerras do século XIX, que ocorreram na região, chamada, atualmente de Cone Sul, as cavalarias de todos os países eram compostas quase que inteiramente por gaúchos e seus Cavalos Crioulos.
Os Cavalos Crioulos vêm sofrendo pequenas alterações, como o encurtamento dos membros anteriores para facilitar os giros, tornando o cavalo mais ágil.
No século XIX era quase impossível encontrar alguém na Província do Rio Grande do Sul que não utilizasse cavalos, e não apenas os trabalhadores das fazendas e ranchos, os escravos e os habitantes da cidade se locomoviam utilizando o cavalo, muito similar ao Crioulo que conhecemos hoje, que demonstrava, já naquela época, grande diversidade e resistência.
Naquela época a pessoa que não soubesse montar ou que se encontrasse desmontada, não só causava estranheza, mas também era depreciada.